domingo, 6 de março de 2011
Sobre expectativas, sobre realidade.
Todo mundo já se decepcionou alguma vez na vida. Parece tão fácil criar expectativas sobre certas coisas, e certas pessoas. Eu não sou de criar expectativas sobre muitas coisas, sei o preço de quebrar a cara, embora não tenha quebrado muitas vezes. Mas é meio que burrice cometer os mesmos erros muitas vezes, uma vez deveria bastar pra que se entendesse. Mas seres humanos são coisas complicadas, de dificil entendimento.
O vantagem de se ter cautela é que por fim as expectativas são reduzidas ao que e á quem realmente interessa. E á quem realmente se gosta. Mas talvez também esteja aí a desvantagem de tudo. O tombo é maior. O choque também. O desapontamento. Aquele desapontamento
Foi assim que me senti, desapontada. Desapontada como quem fez algo pra que fosse para o bem. Desapontada como alguém que não espera perder assim. Perder assim, e aos poucos a admiração de anos. De alguém que deveria saber bem a diferença de coisas feitas para o bem, e de coisas feitas para magoar.
Tudo bem, tudo bem. Eu levei numa boa, o chato foi perceber que aquele que foi o seu herói não fez o mesmo. A decepção foi perceber que o seu herói é muito mais humano do que você.
Realidades, expectativas.
Sandy Quintans
quarta-feira, 2 de março de 2011
Baby, you can drive my car.
Quando eu tinha meus 15 anos eu sonhava quando fosse fazer 18 anos iria o quanto antes tirar minha bela carta de motorista. "Que desejo de dirigir". Adorava jogos de corridas de carro, principalmente aqueles de volante que sempre tem em Shopping. Adorava.
Acontece que essas vontades a gente acaba por esquecer. É aceitável. Passar anos esperando é meio entendiante. Por fim acabou que meus 18 anos chegaram, mas eu não entendi. Demorei pra entender. Demorei pra sacar. É aceitável. Se hoje os 40 são os novos 30 o que afinal será dos 18? Sim, tem muita gente com 8 anos por aí. Quando cheguei aos 19 com o pézinho quase nos 20 foi que eu resolvi que tava na hora. Afinal sonhos são sonhos. Embora fosse muito um sonho esquecido.
Burocracia desanima. E carta de motorista é sinônimo de burocracia e de muita pernada por aí. Você passa pela fase das fotos feias das quais você terá que se lembrar um tempão daquele dia que você esqueceu de arrumar o cabelo. Tem a fase das aulas teóricas que te dá um medo danado de sair na rua e ser atropelado por um carro desgovernado. Sem contar a fase que você percebe que todo mundo faz errado.Prova. Depois de todo um belo de um blá blá blá, chega a hora de tu sentar no carro. Após muito freio e embreagem chega o dia da tão temida prova prática. Imagine você que apenas três pontos é permitido perder. Suor, claro.
Fiquei pensando um tempão, por que afinal de contas tem tanta gente desatenda no trânsito? Gente que dirige mau. Gente que não sabe o que faz. Sempre dando seus jeitinhos. Não sei se afinal de contas, depois de tanta burocracia as pessoas esquecem do que aprenderam ou se resolveram comprar suas cartas pra resolver todos os seus problemas. É aceitável. Afinal de contas quem é quer passar por toda essa burocracia?
Inaceitável mesmo é que tanta gente perca a vida porque alguém teve preguiça de burocracia. Aceitável é esperar sua carta chegar.
Sandy Quintans
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
Deveria ter morrido de Amor.
Eu tenho preguiça com pessoas pessimistas. Pessoas que tem medo de ser feliz. Pessoas que fazem questão de estragar a felicidade dos outros só porque tem medo. Tem muito pessimista que se disfarça de realista.
'Pessimista não, realista'Depois de um tempo que a gente cresce e se tornar realista é inevitável. É hora de colocar os pés nos chão. De tomar vergonha na cara. Quando as contas chegam não dá pra ficar sonhando acordado, é hora de realizar. Mas não abro mão de sonhar, não abro mão de tirar os pés do chão nem que seja por um minuto.
Me pergunto se todo pessimista começou sendo realista. Me pergunto se foi pro envelhecimento ou desgosto. Não é preciso ter medo ser feliz. Medo mesmo eu teria de passar o tempo que eu poderia estar vivendo pra mim sendo pessimista. Medo mesmo eu teria de chegar no fim e pensar :
'Deveria ter morrido de Amor'Sandy Quintans
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
O inevitável.
Nunca me perguntei quais de fato eram meu sentimentos por você. Eu estava bem, você estava bem, e não havia propósito pra nada disso. Insegurança essa que me prendeu no chão e me deixou sem movimentos apenas pelo fato de sentir medo de meus próprios sentimentos. Sentimentos ás vezes têm asas que nos arrastam. Não sei se estaria pronta ou muito menos disposta a um mundo revirado, mesmo que por sentimentos tão nobres. Os pés fincados ao chão.
Me permiti enfim a um passo, tímido passo. 'Será que deveria eu me questionar?'. Depois de tudo arrumar, girar o mundo em 360 graus, botar a roupa pra lavar, depois de encontrar o lar. Depois de se encontrar? Recuei em fim o discreto passo. 'Por que deveria eu abalar o meu mundo?'
Mas certas vezes, acontece que não se pode esconder. Certas coisas te encontra, certas coisas não foram feitas pra serem escondidas dependendo da sua intensidade. Dependendo da intensidade do sentimento escondido. Certas coisas estão predestinadas a te encontrar.
E foi de repente enquanto eu estava sentada em meio a juras e promessas que eu percebi então o inevitável. Senti uma dor no peito por um minuto, mas que depois passei a sentir muitas vezes quando pensei no assunto. Senti aquela dor no peito que me dizia que tinha medo de te perder. A dor que diz que eu realmente gosto de você.
Sandy Quintans
Assinar:
Postagens (Atom)



