quinta-feira, 14 de julho de 2016

Really good times for a change


Eu tenho a palavra para o momento da minha vida: desmotivação. Eu esqueci quando foi a última vez em que me senti tão sem vontade na história da minha existência. Acredite, materializar este sentimento neste texto está sendo um mix gigantesco de força de vontade com a necessidade de me expressar. 

Estou faminta por mudança. Estou enlouquecida de vontade de dar adeus pra esse momento da minha vida. Está na hora do próximo passo, está na hora do move on. Estamos na hora da próxima fase desse jogo. Eu quero uma vida nova de novo outra vez. 

A comida não tem sabor, a música não faz o mesmo efeito, os filmes me dão preguiça, a leitura não rende, a rotina me cansa. O problema não são as coisas que fazem parte de mim. Elas ainda são minhas. É essa desmotivação, que me enche de tédio e que acaba comigo. Que me destroça, que me tira do eixo. 

E então, vida, qual será a nossa próxima aventura?

sábado, 19 de março de 2016

Playlist


Estava sentada bem no meio do carro, cercada de pessoas que não costumava concordar em nada. Lá fora escuro, com exceção dos faróis dos carros que surgiam na estrada. O sentimento era um velho conhecido meu, o de vazio. O problema era a playlist.

Conforme o carro avançava na estrada, aquelas músicas da minha vida rolavam no pé do ouvido. Me transportando pra cada fase que tinha encarado até aqui, desde a infância. O problema era a playlist que trazia as canções preferidas.

Aquele sentimento de déjà vu que te faz perceber que um dia você se sentiu plenamente feliz em algum momento. E não tem a ver com não estar feliz. É só que depois que a gente cresce não dá pra se sentir tão pleno assim. A playlist errada me transformava em um mar em ressaca.

É reconhecer os sonhos de uma vida que você teve e que largou em algum lugar no caminho. É lembrar que um dia sonhou. E que passou a viver um arroz com feijão de baixas expectativas. Porque em todos os dias há uma nova decepção pra encarar. Essa playlist errada era pra me reencontrar.

O problema é que o encontro me fez sentir vazia. Sem nada. Sem sonhos. Sem o principal de mim e da minha essência. Porque todos os dias é acordar e me chutar pra dentro do baú pra que caiba ali bem apertado, sem deixar a porta aberta, pra que ninguém perceba o que eu posso ser. E que agora não sou nada. 

Aquela playlist me derrubou. Mas a verdade é que já estava no chão. 

terça-feira, 1 de março de 2016

As chuvas de março voltaram


No final de semana eu desmoronei e fui muito bom. Sabe quando você acorda no dia seguinte renovada? Foi exatamente assim que me senti. Depois de recuperar o meu bom humor, me senti animada com as coisas, estava plenamente decidida a não deixar que nada, absolutamente nada, me tirasse esse sentimento. 

Este é o tipo de coisa que não podemos decidir, porque o universo não conspira a nosso favor. Minha boa fase durou apenas dois dias. Está aberta a temporada do mau humor novamente por aqui. Afinal, eles estão dispostos a derrubar os nossos castelos, como se fossem de areia. 

Dito isso, agora já não tenho mais vontade de conversar. Não importa o quanto a gente trabalhe para que as coisas deem certo, sempre há algo disposto a nos atrapalhar. Vamos esperar que coisas boas aconteçam. 

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Esquecimento


Eu sinto que me afastei de mim. Não é estranho estar junto com você todos os dias e mesmo assim ter o sentimento que talvez não se conheça mais? Tem momentos que me sinto assim. Parece que fiquei observando o meu redor por tanto tempo, que parei de prestar atenção nas coisas que realmente importam. 

Lembram? De que eu não sou todo mundo e por muitas vezes fiz questão de que fosse assim. Eu aceito as pessoas por seus gostos e jeitos e tem horas que absorvo tanto tudo aquilo que esqueço que não faz parte de mim e que não está me fazendo feliz. Esqueço também que não é pra eu ficar esperando retribuição pelas coisas que faço pelos outros, porque não é isso que eu sou.

Tem dias que eu esqueço minhas músicas preferidas, por dar tantas chances a lista de canções de um outro alguém. E percebo que me sinto vazia, porque aquilo não me diz absolutamente nada sobre quem eu sou. E percebo também que nunca fiz questão de integrar as coisas que gosto na vida de outras pessoas, me dou bem com isso. 

Em outro dias me sinto tão desconectada por dentro, que quando me surge tempo livre, esqueço o que normalmente me faria feliz naquele momento. Eu não quero se esquecer de mim. Por nenhum momento sequer quero deixar de ser eu mesma. Porque eu sei que cada partezinha de mim, constrói aquilo que eu conheço. Tudo é importante, até mesmo aquele fio de cabelo branco que insisto em cobrir.